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Viver com sentido

Existe mais para além do que nos contam..!

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Lidar com "triggers" alimentares

           Imagem relacionada

  "Consegui não comer o pacote todo" - Pode parecer ridículo para alguns mas, para mim, é algo no qual tenho vindo a trabalhar – compulsões...Todas temos ou tivemos (todas, ok?) e este texto também serve para quem me segue, vê, julga, e estereotipa mas no fundo já passou por uma situação dessas.

   Temos muita tendência de descarregar emoções no que comemos, associando sentimentos a alimentos.        

 É inegável que quando estamos chateados/frustrados/tristes temos maior tendência a pensar em comer alimentos que consideramos maus/proibidos, criando um ciclo vicioso e uma relação pouco saudável com a comida. Como se já não bastasse associarmos sentimentos a alimentos, ainda acrescentamos o pensamento “que se lixe, vou comer tudo” – episódios de compulsão – que só nos levam a sentirmo-nos mal dispostos fisicamente mas pior, há uma frustração psicológica capaz de vos fazer sentir um falhanço. 

  Todos temos algum “trigger” – para mim eram bolachas, para outros são batatas fritas, nutella ou frutos secos. Não importa o que é, importa é que existem e temos que os ENFRENTAR e LIDAR com eles, senão serão sempre o vosso calcanhar de aquiles. Isto em conjunto com épocas de mais stress é um cocktail.. Oh, perfeito!

 A ideia não é, DE TODO, eliminar o trigger, achando que é uma maneira de lidar com o assunto – não é. Aliás, apenas criamos todas as condições propícias a que novos episódios de compulsão aconteçam frequentemente. Sempre que eliminarem algum alimento ou rotularem como “mau/proibido/vai engordar” é quando damos poder ao tal alimento, que é certamente bastante inofensivo. E é um ciclo...

  Não julguem o que eu digo. Ponho as mãos no fogo em como não há NINGUÉM que nunca pensou “ah depois corro 2h!” ou “amanhã como só salada e sopa” - ou os bem ditos detox.  Não julgo porque eu também sou humana e também tenho os meus devaneios. No entanto, enfrentei o que considerava como “trigger” e trabalhei tão arduamente que o deixou de ser e agora a Carolina que devorava pacotes de bolachas, come apenas as que quiser... Mesmo que sejam muitas. Eu como o que eu quero e sabe-me BEM. Sem mentalidades de “mais vale comer tudo, perdida por 100, perdida por mil”, sem sentir-me frustrada ou com necessidade de compensar.

   Não sou fã da mentalidade em que existe "cheat meal/cheat day". Não sou nem nunca serei. Porquê?

  Porque, PARA MIM, uma alimentação nutritiva passa exactamente por comer de TUDO UM POUCO, sem dias exclusivos para isso. Procurem evitar rotular alimentos como "bons" ou "maus" ou criar dias "especfícos" para comer tudo aqulo que acham que não podem comer durante a restante semana. Inconscientemente, cria a ideia de que ao sairmos dessa rotina, podemos colocar em causa todos os objectivos, para além de que não existem alimentos que simplesmente "engordam". Não temos de comer "sempre", não temos de comer "nunca". Mais vale um "bocadinho" de vez em quando do que evitar, evitar, evitar até que ocorrem compulsões que se tornam frequentes. Ser saudável é muito mais do que uma alimentação certinha. Ser saudável DIZ RESPEITO a estarmos traquilas com o que comemos e CONSCIENTES das nossas atitudes.

  Permitam-se a alguns bocadinhos de moderação, arranjem método para lidarem com eventos stressantes SEM culparem a comida e vão ver que com o tempo tudo resulta :)