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Viver com sentido

Existe mais para além do que nos contam..!

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Vou de férias, e agora? - Estratégias que....fazem sentido!

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     Viajar significa conhecer novas culturas e novas dinâmicas. Viajar implica também sairmos da nossa zona de conforto, das nossas rotinas, hábitos e de tudo o que sabemos que é “seguro”.
     Algumas pessoas não se irão identificar com este post e pode até parecer-lhe algo “impensável” de lhes acontecer. Para a maioria, especialmente para quem já me acompanha através do blog e do instagram, sabe precisamente do que falo.

         Sair da rotina alimentar.
       Sair da rotina de treino parece ser mais fácil, uma vez que pode ser encarado como um descanso ou então, quando as viagens são “non stop”, há o pensamento salvatório de que “já andei muito hoje”, para além de que muitos hotéis tem um “ginásio”. Muito mais fácil, portanto! Mas sair da nossa rotina alimentar....

         Bem, a meu ver, existe dois extremos muito frequentes:

1. Quem decide realmente aproveitar tudo ao máximo e depois, quando voltar às rotinas, “reparar” o que foi feito
2. Quem decide manter ao máximo as suas rotinas


         Na minha perspectiva, nenhum deles é saudável. Vale o que vale, é a minha opinião. Na verdade, é a opinião de quem já passou por ambos os extremos.

      Olhando para trás, vejo que em nenhum desses momentos eu estava realmente equilibrada entre mente-corpo. Ou impedia-me de sair da rotina com medo ou de facto saía da rotina mas com a condição de que depois havia um período de restrição calórica e mais treino, para “queimar”. Diria que ambas as opções são válidas e muito visíveis. Diria também, com muita certeza, que tenho pena de serem consideradas como algo normal.

         Tenho vindo a realizar um grande trabalho pessoal para conseguir atingir o que considero equilíbrio entre corpo e mente. Ora, podíamos discutir o que é o equilíbrio para cada um, sem dúvida, mas se tivermos um olhar mais consciente, percebemos perfeitamente que muitas atitudes são tudo menos equilibradas mas sim uma forma de nos enganarmos a nós próprias.

        Esta viagem significou, para mim, um teste a todo este trabalho que tenho vindo a fazer (e a promover!). Falar é fácil, fazer textos bonitos e motivadores mais fácil é, mas so nós saberemos se realmente estamos a ser honestas connosco e com o que dizemos pois os outros nunca saberão.

       Consegui desenvolver estratégias que resultam para mim, acima de tudo para DESCOMPLICAR e aproveitar a vida, que vai muito para além do que comemos.
Reminder: as estratégias dependem de cada pessoa, das suas limitações e claro, das limitações da viagem.



Pergunta - O que levaste para snacks?

         Tal como disse, tudo depende das limitações da viagem!

        Sabia que a viagem seria para conhecer sítios e locais lindíssimos e longe da civilização, portanto não havia acesso fácil ou directo a pastelarias/restaurantes e eu não queria stressar com "onde é que vou comer?" nem estar a parar de 3 em 3h. 

       Que tédio! - O que pensei? Teria que levar algo PRÁTICO comigo. Há quem leve barrinhas proteicas, bolachas, fruta, iogurtes líquidos.. Tudo são opções.

       Eu optei por levar panquecas (as minhas panquecas amigas-do-intestino) que fiz antes de ir e coloquei separadas por sacos. PORQUÊ? Isso não é complicar e preparar a mais? 

          Não, porque tudo depende das limitaçoes da pessoa e se FAZ OU NÃO SENTIDO. Uma vez que não pretendia andar com muito peso na mala, nem com muita comida para fazer snacks nutritivos e sustentáveis, um saquinho pequeno de panquecas era extremamente prático. Como não levam ovo, não se estragavam e apenas tive o cuidado de colocar no frigorífico do quarto do hotel. Podiam ser barrinhas proteicas, mas não faço bem a sua digestão. Podiam ser iogurtes mas facilmente se estragavam ou podiam rebentar na mala. Bolachas? tambem andava sempre com um pequeno pacote de mini-tostas (just in case) mas ninguém se alimenta de um pacote, pelo que não levaria mil pacotes comigo. Também levei comigo um pequeno saco com nozes torradas (nozes e avelãs são os únicos frutos secos que tolero sem problemas em poucas quantidades).

Como vêem, tudo DEPENDE e tem de fazer sentido!

Pergunta - Então mas assim não aproveitaste...

        As panquecas eram um "snack" e não algo restritivo que substituia outra alimento ou refeição que me apetecesse, pelo que não deixei de provar as maravilhas típicas da ilha. As panquecas não serviram como "conforto" para não sair da rotina. Foi sim uma ESTRATÉGIA para faciltar a visita aos locais maravilhosos, sem me preocupar com o que comer.

Pergunta - E como lidaste com as mil opções do pequeno-almoço? Apetece-me sempre comer tudo...

       Ora, esta questão é algo que vejo frequentemente - "aproveitar tudo, round 1, round 2, round 28389". Parece-me algo descabido.

         Quando realmente fazemos uma alimentaçao com SENTIDO e, portanto, SEM RESTRIÇÕES, então ACREDITEM que não chegam a um pequeno-almoço de hotel (ou a qualquer lado) e querem experimentar tudo até rebentar. É obvio que existem opções diferentes das que costumamos ter acesso e FAZ PARTE também aproveitar para fazer algo diferente. A mim não me faz sentido ser visto como uma oportunidade de comermos tudo e mais alguma coisa (em especial, ate já não podermos mais).
Neste sentido, se virem coisas diferentes que gostam e que QUEREM provar, a minha estratégia foi MANTER um pequeno-almoço nutritivo (ou seja, levar comigo os meus bons hábitos porque férias não causam "amnésia"!) e tirava um pouco do que queria provar (como foi um exemplo de umas bolachas típicas, uma fatia de bolo típico e de outros produtos) em dias diferentes. Ao manter um pequeno-almoço nutritivamente rico, nem senti fome ou necessidade de me "estragar" (o que, para mim, esse tipo de mindset demonstra que há fragilidide na relação entre a nossa mente e como vemos a alimentação.)

Pergunta - E ao almoço/jantar?

       Em qualquer local do mundo, repito, EM QUALQUER LUGAR, há sempre uma boa opção que seja nutritiva e adequada. A questão é... se é ao nosso gosto e das nossas manias. Para quem normalmente evita pão, massa, arroz, batata branca e outros afins porque está convencido que são pouco saudáveis e nutritivos, poderá ser mais dificil de lidarem.

     A minha estratégia é: PRIMEIRAMENTE, informem-se de que estes alimentos são nutritivos e que, muito provavelmente, estão perante algum mito ou medo vosso. Ok é a unica estratégia. Agora digam, é mesmo impossível pedir um prato de batata ou arroz, com carne ou peixe grelhados e legumes..?

      Outra "limitação" da viagem é o gasto com a alimentação. A juntar a "poupança", juntei também a estratégia de descomplicar, porque queria aproveitar as paisagens longíquas. Óptamos por comprar o almoço de manhã, quando saíamos do hotel, em modo "take away" que consistia em massa/salada com ingredientes à escolha. Assim, para além de sair mais barato, era transportável e deixávamos no carro para quando tivessemos fome, ser ter que perder tempo em restaurantes.

    Ao jantar, aproveitámos para ir conhecer os restaurantes mais típicos e bem falados da ilha. As pessoas são muito simpáticas e acessíveis aos nossos pedidos! Sobremesa? Nem sempre, nem nunca. Experimentei algumas sobremesas típicas (bolo de ananás caramelizado foi O bolo!!) mas não comi a todas as refeições porque não achei necessário.

Pergunta - E relativamente a treinar?

       O hotel tinha um ginásio, contudo, não achei que fazia sentido ir de viagem e pensar em fazer sequer um "treininho rápido". São férias, é suposto desanuviar... Uma semana não tem significância quando fazes as coisas com sentido - seja em treino ou alimentação.

Pergunta - O que comias de noite?

        Estou habituada a fazer uma pequena ceia antes de dormir. Quando chegámos, fomos a um supermercado comprar águas e aproveitámos para trazer fruta, iogurtes e umas tostas, não fosse aparecer um ratinho. Assim, dependendo da minha fome e apetite, comia iogurte com um pouco de linhaça moída (que também levei comigo num pequeno saco pois é um alimento que sei que ajuda na regulação do meu trânsito intestinal), juntava um pouco de nozes e fruta ou umas bolachas.

Pergunta - E quando voltaste?

     Quando voltei, simplesmente regressei à rotina (que não mudou muito...), retomei os treinos e alimentação EXACTAMENTE COMO FARIA! Sem qualquer tipo de cardio ou treino extra e sem qualquer tipo de redução na comida!

      Não querendo julgar mas muito frequente vejo que quem vem de viagem dizendo-se “tranquilo", noto depoius algumas reduções na sua alimentação (desculpem mas tenho o olho treinado.. também pela minha experiência de anos) ou treinos pesadões (pimbaaaas vamos lá queimar e utilizar os extras!!)

       O nosso corpo é mesmo muito mais inteligente do que pesamos e o próprio ajusta-se às alterações!

Pergunta - Pesaste-te?

     Não. Pesei-me no dia de ir de viagem (sábado) porque era o dia de pesagem semanal. Quando regressei, não me pesei no dia a seguir (quinta) porque:


1) Qual era o propósito...?

2) É normalmente haver alterações, até porque o nosso trânsito intestinal está alterado (pelo menos o meu sofre sempre), pelo consumo de alimentos diferentes, ingestão de líquidos... O NORMAL de uma viagem.
3) É normal estarmos inchadas da própria viagem
4) Qual era mesmo o propósito de me pesar...?
5) Seja qual fosse a alteração, o meu corpo em 2-3dias iria auto-regular-se. Se viagem significa muitos quilos ganhos? Não acredito que sim, a não ser que vás com o mindset de "aproveitar tudo porque depois queima-se".
6) Não entendo mesmo qual é o propósito a não ser "self hate" e ficarem com remorsos..a não ser que consigam lidar bem. Conseguem?


     E é isto! Como vês, as estratégias não são algo do outro mundo. São pessoais e fazem sentido para mim e para o que considero um verdadeiro equilibrio. Senti uma extrema liberdade e paz de espírito e estou muito orgulhosa por ter conseguido realmente aproveitar sem stressar com...comida. A vida é demasiado curta para isso!

 

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