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Viver com sentido

Existe mais para além do que nos contam..!

Viver com sentido

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Como tudo começou

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        Decidi começar um blog porque... bem, porque a verdade é que cansei-me de blogs!

    Ironicamente contraditório... Ah! Tenho tanto para dizer..! A verdade é que cansei-me de ler as mesmas histórias vindas de diferentes pessoas mas com mindsets semelhantes, o que leva a que não haja novidade e sem novidade não há evolução.

      Este é o meu grito reivindicatório de quem também anda à procura da serenidade entre mente-corpo mas sabe que a resposta não está no comodismo que nos sabe tão bem.

       Escrever blogs está na moda, é um facto, mas equipara-se à moda da auto-denominação de experts em nutrição e fitness. Ou seja, o que não falta aí são blogs de filosofias intermináveis sobre a alimentação e treinos, portanto eu vou ser só mais uma. Simplesmente talvez serei aquela que se chateou com o constante comodismo que é desculpado de forma filosófica.

     Já chega de pancadinhas nas costas... Os anos passam e se há coisa mais triste, é olhar para trás e perceber o que perdemos por não estarmos confortáveis connosco. Amor próprio é a coisa mais bonita que uma pessoa pode ter. Permite que haja a constante procura por um Eu cada vez melhor ao mesmo tempo que gostamos de nós próprias TAL COMO SOMOS. Façam um favor a vocês e dediquem-se mais a trabalharem no amor próprio em vez da percentagem de massa gorda.

       “O que importa é sentirmo-nos bem!” – No entanto, dou por mim a ver uma comunidade enorme onde admiramos e estamos constantemente agarrados à imagem de alguém que consideramos ser saudável e fit que:

  • Normalmente tem o abdominal visível (ou não! caso não tenha... atenção, é só uma fase de “bulk”!! Ter gordura quase que é assumido como falha no percurso do fitness...)
  • Tira fotografias em mil-e-um bons ângulos (também os sei fazer e realmente fico muito bem! mas não conta)
  • É apologista de ser flexível e não stressar, fazendo o que chama se “cheat meal” 1x por semana (no entanto, no dia seguinte – ou dias - há visivelmente alguma forma de compensação)
  • Considera que ser flexível é comer todos os alimentos... Mas atenção, se não for pesado, está tudo perdido.
  • É apologista de uma filosofia de alimentação onde o importante é fazermos aquilo que realmente gostamos (Concordo! Mas antes de filosofia, a nutrição é uma ciência)

Atenção: Não estou a apontar dedos a ninguém específicamente. A quem se sentir ofendido... Talvez se reveja..?

 

       Já fui assim, já admirei essa “imagem” de alguém que eu considerava feliz, saudável e fit porque apresenta pelo menos 3 dos 4 pontos acima descritos. E é bom termos alguém com quem nos identificamos, que sabemos que partilha dos nossos medos e “macaquinhos na cabeça” . Alguém que podemos dizer “ela também se sente assim!”, mas este pensamento.... Lamento dizer mas é comodista e não só, parece que só é possível sentir-me confortável e feliz quando atingir determinado corpo (ver nº1 da lista).

       De forma inconsciente, leva a que aceitemos este mindset e ficamos naquela zona cómoda onde, na verdade, nem estamos lá muito felizes connosco mas "Olha... que se lixe! “Ela” também é assim e parece que até é bem sucedida!" - Não é mais do que uma bola de neve que impede um pouco o nosso avanço para o que é uma verdadeira relação saudável entre alimentação e o nosso bem-estar.  Admirar alguém só porque ela sente os mesmos medos que nós e porque diz que apesar de ser difícil, que vai ficar tudo bem... Bonito mas ajuda pouco.

     As palmadinhas nas costas sabem bem mas só atrasam a verdadeira recuperação. Estão à espera do quê? Eu cansei-me de esperar! Recuso a acomodar-me e a agarrar-me a “âncoras” que são nada mais que pessoas que admirava porque sentiam-se como eu mas que preenchiam o nrº1 da lista... Talvez fosse mais o nrº 2  :) 

 

Quem me acompanha neste percurso? ;)

 

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